Aqui estou eu, há mais de 6 meses sem postar nada. Estranhamente, o que me levou a criar o blog e a expor meus textos e opiniões foi a indignação ou fascínio por algum assunto. Hoje eu volto a escrever por pura indignação, sem nenhum outro sentimento misturado.
Hoje a tarde, por volta das 14 horas, eu pude acompanhar deitado e ainda por cima com um cobertor, o jogo Internacional de Porto Alegre, representante do Brasil e do Rio Grande do Sul, contra o Todo Poderoso Mazembe, representante da África e da República do Congo. É importante dizer que já vi jogos que eram a luta contra o rebaixamento da série B, e esses jogos foram de muita melhor qualidade do que esse que vi à tarde. O primeiro culpado? O desconhecido e humilde time africano, que apenas dava chutões pro alto e cabeceava a bola com uma força enorme. O segundo culpado? O bi campeão da América e também do mundial de 2006, que jogava com um salto alto do tamanho das torres gêmeas, o camisa 10 que tava mais preocupado em mostrar sua cara de mal e o atacante que não tem culpa de ser escalado depois de mostrar que não sabe jogar futebol. Mesmo com todos esses ingredientes, nem eu nem ninguém esperava aquele resultado. Mazembe 2x0 Internacional.
É importante também ressaltar que sou um dos gremistas mais fanáticos, e que meu ano apesar de um ótimo final não foi do mais agradável. Vi meu time ser eliminado da Sul-Americana na primeira fase pro vice-campeão Goiás, vi meu time cair diante dos meninos da vila na Copa do Brasil e ainda tive que ver meu time passar duras e longas rodadas como um dos quatro rebaixados da elite do futebol brasileiro. Provocações, piadas e gozações ? Tive tudo isso também, dentro de casa, de pessoas que eu amo e também de pessoas que eu nem conheço. A minha resposta? Sorrisos, mais piadas e esperança de que algo pudesse melhorar no ano do Imortal Tricolor.
Logo quando o juiz deu por encerrado a semi-final do Mundial de Clubes da Fifa, fui fazer das mesmas provocações que recebi via twitter. Alguns aceitavam numa boa e reconheciam a derrota, outros preferiram nem responder, e os maus entendedores de futebol respondiam com frases agressivas como: “Gaymista filho da puta”; “pelo menos chegamos aqui” e blá blá blá.
O que eu quero dizer com esse texto é que o futebol é feito de rivalidade e de provocações também. Que graça teria um gre-nal se o D’alessandro e o Douglas fossem a campo apenas para trocar a camiseta no final do jogo? Se Neymar e Chicão trocassem sorrisos durante o clássico paulista? Se a torcida do atlético assistisse o jogo junto com a do Cruzeiro? Dessa forma o futebol morreria, perderia a graça e o sabor. Não sou a favor da violência que torcedores ignorantes e burros fazem por causa de dois times, mas não sou a favor também de colorados torcerem por gremistas no Mundial e vice-versa. Precisamos de rivalidade, mas o mais importante é saber lidar com ela da maneira correta. Sabendo perder, ganhar e brincar.
A intenção não é de fazer com que alguém concorde comigo, é só um desabafo. Abraços.
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